Descobriu, percebeu e tomou conta do seu psíquico, que então os objetos no infinito não aumentavam consideravelmente o seu tamanho com o uso das ferramentas ópticas. Fez das suas descobertas seus maiores pesadelos emocionais, chorava por sua ignorância e por sua habilidade de perceber tal fato, sonhava sua felicidade e paz espiritual, mergulhado em sua histerese de ansiedade.
O quarto escuro de Galileu¹ durante o dia era o seu, penetrante da luz na escuridão de incertezas e mártires, onde os pequenos espaços que emitiam o sol era o que conhecia do mundo e das pessoas, as quais fizeram sua vergonha ‘criar’ a própria percepção do quanto perdia em ser o túmulo que antes imaginava desintegrar para conhecer o ciclo da vida, tudo se renovando e sustentando os novos seres. Lapidou as maiores pedras da desilusão enquanto comparava-se aos outros seres semelhantes, palavra essa que desconhecia nesse contexto, seres-semelhantes.
Conheceu muitas verdades, discorria delas e a procurava incesantemente em seu orgulho negro, verdades que de muito cristalinas não enxergava sua pureza e passou os olhos desapercebido.
Deixe seu recado