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O Medo

Publicado em Uncategorized por alberti em 21 Junho, 2009

Em verdade temos medo.
Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.

E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
vadeamos.

Somos apenas uns homens
e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.

Refugiamo-nos no amor,
este célebre sentimento,
e o amor faltou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.

Fazia frio em São Paulo…
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.

Fiquei com medo de ti,
meu companheiro moreno,
De nós, de vós: e de tudo.
Estou com medo da honra.

Assim nos criam burgueses,
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?

Vem, harmonia do medo,
vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas
do homem só. Ajudai-nos,
lentos poderes do láudano.
Até a canção medrosa
se parte, se transe e cala-se.

Faremos casas de medo,
duros tijolos de medo,
medrosos caules, repuxos,
ruas só de medo e calma.

E com asas de prudência,
com resplendores covardes,
atingiremos o cimo
de nossa cauta subida.

O medo, com sua física,
tanto produz: carcereiros,
edifícios, escritores,
este poema; outras vidas.

Tenhamos o maior pavor,
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.

Adeus: vamos para a frente,
recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes…
Fiéis herdeiros do medo,

eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
dançando o baile do medo.
assinatura

02

Publicado em Uncategorized por alberti em 13 Novembro, 2008

Em algum “pensamento à deriva”; o sonho, o campo de visão criado pelo cérebro, o enxergar de olhos fechados, o alívio de um banco de imagens armazenadas num desconexo, a memória e a imaginação, o criativo. Guardava lembranças tão importantes quanto a realidade, não sabia o que era e como mantinha a estabilidade racional, procurou fontes logosóficas e seus conceitos sobre o pensamento humano e sua tarefa incomensurável.

De Freud a Jung buscou verdades já conhecidas na psicanálise, na vida e mistério dos números² de François-Xavier Chaboche entendeu as exatas como fonte de criação, um ciclo na filosofia. Dos sonhos lúcidos que o deixavam sem chão, sem referência, apoiava todas as certezas.

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Recidade

Publicado em Uncategorized por alberti em 6 Novembro, 2008

Desligue o computador. Desligue a televisão. Saia de casa para
retomar o que é seu. Venha praticar formas de reutilizar o espaço
urbano (e tornar o convívio com a cidade mais próximo e criativo.)

Sábado, 15 de Novembro
Local: Pátio da Reitoria da UFPR
Horário: A partir das 15h
Entrada: 0R$

Atividades Propostas:

Feira da Troca Livre

- Traga objetos que não usa mais para trocar. Roupas, cd’s,
utensílios de casa, objetos de decoração, livros, produtos artesanais
e caseiros, ou o que você quiser.

A feira funcioná durante toda a tarde. Os objetos para troca ficarão expostos num espaço específico, ou como for conveniente a todos. Não existe mediador e a troca é feita pelos próprios interessados. Troque qualquer coisa desde que não envolva o uso de dinheiro. Vamos deixar a moeda de fora desta vez!

PICNIC Coletivo Vegano.

Traga seu prato para dividir com todos. Vale qualquer coisa, desde de junk food até alimentos integrais e vivos, contanto que sejam alimentos totalmente vegetarianos (veganos – sem qualquer produto de origem animal em sua composição: carne, leite, ovos, gelatina, etc).

Bandas

tocando no pátio, sem palco, sem paredes e talvez até sem público.

Viva la Radio -http://www.myspace.com/bandavivalaradio

Black Sea - http://www.myspace.com/blackseaband

Proposta de Debate, conversa, discussão, bate-papo ou de jogar conversa fora mesmo.

“A reutilização do espaço urbano. Levando a vida e o convívio social e alternativo pra fora das 4 paredes.” Proponente: Todos nós.

(re)cidade não tem organizadores, nem estrutura fixos. É algo feito de pessoas e para pessoas. Não envolve dinheiro e nem qualquer tipo de custos. Se você simpatiza com a idéia, ajude aparecendo no dia e divulgando para toda e qualquer pessoa.

flyer

flyer

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Publicado em Uncategorized por alberti em 16 Outubro, 2008

Se quiseres planejar um ano, lance sementes.
Se quiseres planejar para dez anos, plante árvores.
Se quiseres planejar para a vida, desenvolva e aperfeiçoe pessoas.

Kuan Ching Tzu (Século VII a.C.)

Homer tenta votar em Obama

Publicado em Uncategorized por alberti em 5 Outubro, 2008

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novidade – um transfer

Publicado em Uncategorized por alberti em 4 Outubro, 2008

Mini Ramp novo na Av. Wenceslau Braz e pista nova em Itajaí, fotos.

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Publicado em Uncategorized por alberti em 3 Outubro, 2008

Descobriu, percebeu e tomou conta do seu psíquico, que então os objetos no infinito não aumentavam consideravelmente o seu tamanho com o uso das ferramentas ópticas. Fez das suas descobertas seus maiores pesadelos emocionais, chorava por sua ignorância e por sua habilidade de perceber tal fato, sonhava sua felicidade e paz espiritual, mergulhado em sua histerese de ansiedade.

O quarto escuro de Galileu¹ durante o dia era o seu, penetrante da luz na escuridão de incertezas e mártires, onde os pequenos espaços que emitiam o sol era o que conhecia do mundo e das pessoas, as quais fizeram sua vergonha ‘criar’ a própria percepção do quanto perdia em ser o túmulo que antes imaginava desintegrar para conhecer o ciclo da vida, tudo se renovando e sustentando os novos seres. Lapidou as maiores pedras da desilusão enquanto comparava-se aos outros seres semelhantes, palavra essa que desconhecia nesse contexto, seres-semelhantes.

Conheceu muitas verdades, discorria delas e a procurava incesantemente em seu orgulho negro, verdades que de muito cristalinas não enxergava sua pureza e passou os olhos desapercebido.

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Hippie Som Roots

Publicado em Uncategorized por alberti em 3 Outubro, 2008