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O Medo
Em verdade temos medo.
Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flores de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
vadeamos.
Somos apenas uns homens
e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
Doenças galopantes, fomes.
Refugiamo-nos no amor,
este célebre sentimento,
e o amor faltou: chovia,
ventava, fazia frio em São Paulo.
Fazia frio em São Paulo…
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
meu companheiro moreno,
De nós, de vós: e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses,
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas
do homem só. Ajudai-nos,
lentos poderes do láudano.
Até a canção medrosa
se parte, se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
duros tijolos de medo,
medrosos caules, repuxos,
ruas só de medo e calma.
E com asas de prudência,
com resplendores covardes,
atingiremos o cimo
de nossa cauta subida.
O medo, com sua física,
tanto produz: carcereiros,
edifícios, escritores,
este poema; outras vidas.
Tenhamos o maior pavor,
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes…
Fiéis herdeiros do medo,
eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
dançando o baile do medo.

02
Em algum “pensamento à deriva”; o sonho, o campo de visão criado pelo cérebro, o enxergar de olhos fechados, o alívio de um banco de imagens armazenadas num desconexo, a memória e a imaginação, o criativo. Guardava lembranças tão importantes quanto a realidade, não sabia o que era e como mantinha a estabilidade racional, procurou fontes logosóficas e seus conceitos sobre o pensamento humano e sua tarefa incomensurável.
De Freud a Jung buscou verdades já conhecidas na psicanálise, na vida e mistério dos números² de François-Xavier Chaboche entendeu as exatas como fonte de criação, um ciclo na filosofia. Dos sonhos lúcidos que o deixavam sem chão, sem referência, apoiava todas as certezas.
Recidade
Desligue o computador. Desligue a televisão. Saia de casa para
retomar o que é seu. Venha praticar formas de reutilizar o espaço
urbano (e tornar o convívio com a cidade mais próximo e criativo.)
Sábado, 15 de Novembro
Local: Pátio da Reitoria da UFPR
Horário: A partir das 15h
Entrada: 0R$
Atividades Propostas:
Feira da Troca Livre
- Traga objetos que não usa mais para trocar. Roupas, cd’s,
utensílios de casa, objetos de decoração, livros, produtos artesanais
e caseiros, ou o que você quiser.
A feira funcioná durante toda a tarde. Os objetos para troca ficarão expostos num espaço específico, ou como for conveniente a todos. Não existe mediador e a troca é feita pelos próprios interessados. Troque qualquer coisa desde que não envolva o uso de dinheiro. Vamos deixar a moeda de fora desta vez!
PICNIC Coletivo Vegano.
Traga seu prato para dividir com todos. Vale qualquer coisa, desde de junk food até alimentos integrais e vivos, contanto que sejam alimentos totalmente vegetarianos (veganos – sem qualquer produto de origem animal em sua composição: carne, leite, ovos, gelatina, etc).
Bandas
tocando no pátio, sem palco, sem paredes e talvez até sem público.
Viva la Radio -http://www.myspace.com/bandavivalaradio
Black Sea - http://www.myspace.com/blackseaband
Proposta de Debate, conversa, discussão, bate-papo ou de jogar conversa fora mesmo.
“A reutilização do espaço urbano. Levando a vida e o convívio social e alternativo pra fora das 4 paredes.” Proponente: Todos nós.
(re)cidade não tem organizadores, nem estrutura fixos. É algo feito de pessoas e para pessoas. Não envolve dinheiro e nem qualquer tipo de custos. Se você simpatiza com a idéia, ajude aparecendo no dia e divulgando para toda e qualquer pessoa.
Se quiseres planejar um ano, lance sementes.
Se quiseres planejar para dez anos, plante árvores.
Se quiseres planejar para a vida, desenvolva e aperfeiçoe pessoas.
Kuan Ching Tzu (Século VII a.C.)
novidade – um transfer
Mini Ramp novo na Av. Wenceslau Braz e pista nova em Itajaí, fotos.











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